Depois da gasolina, o diesel também vai mudar no Brasil

Porém, a mudança será provisoriamente para pior, com menos biodiesel na mistura

Depois das mudanças na gasolina vendida no Brasil, a partir do último dia 3, agora será o diesel que vai mudar, de acordo com a agência de notícias Reuters, que falou com o ministro de Minas e Energia, Beto Albuquerque. Segundo ele, o Brasil não terá oferta suficiente de biodiesel para adicional ao diesel.

Com isso, ainda conforme o ministro, será necessário reduzir provisoriamente a mistura de biodiesel de 12% para 10%. Isso porque 70 % dele vem do óleo de soja, grão que vem sendo exportado cada vez mais para a China.

A medida de redução da porcentagem de biodiesel no Brasil vai contra as recomendações do Rota 2030, uma vez que foi estabelecida a necessidade de reduzir a emissões de gases nocivos no meio ambiente por veículos no Brasil. Conforme as metas, até 2023, a porcentagem de biodiesel precisa atingir 15% para diminuir o material particulado nos combustíveis.

A nova especificação (Resolução ANP 807/20) referente à gasolina no Brasil entrou em vigor em duas fases: a primeira em agosto de 2020 e a segunda em janeiro de 2022. A resolução estabelece que a gasolina comum, tanto a produzida no Brasil como a importada, tenha uma massa específica mínima de 715 kg/m³, modificando o que se pratica atualmente, baseado na ausência de uma regulamentação como essa.

Além disso, a nova especificação também estabelece a necessidade de octanagem mínima do combustível de 92 pela metodologia RON, mais adequada às novas tecnologias de motores que já estão sendo introduzidas no país.

Vale lembrar que a adoção do diesel parafínico renovável (HVO) melhora o desempenho dos motores, evitando problemas como entupimentos de filtros, bombas e bicos injetores que vem sendo observados na medida em que o teor de biodiesel que compõe o diesel comercializado ao consumidor final aumenta.